Junta de Freguesia dos Rosais Junta de Freguesia dos Rosais

Grupo de Folclore Rosais

O Grupo de Folclore dos Rosais foi fundado a 5 de Agosto de 1991, então com a designação de Grupo Folclórico da Casa do Povo dos Rosais, tendo como objetivo principal a divulgação dos usos e costumes da Freguesia, bem como preservar as suas tradições.

Foi efectuada a recolha de trajes que foram um pouco mais além no tempo e que depois foram adaptados para uso dos elementos, cuja base fundamental era o linho, a baieta, o cotim, a chita, o fio em pua e a lã.

 No calçado são utilizados os caturnos, as albarcas, os sapatos, as botas e as galochas de madeira.

Para cobrirem a cabeça, os homens utilizam o chapéu de feltro, boné de cotim, chapéu de baieta e carapuça de lã. As mulheres utilizam o lenço de merino, chapéu de palha e mantilha em tule de algodão.

De todos estes trajes são de salientar o de “Mordoma de Espírito Santo”, composto por saia de lã, tingida de anil, casaco de linho xadrez, botim preto, utilizando-se para a cabeça toalha de linho com renda e carapuça do mesmo tecido da saia, orlada com baieta vermelha e com rosetas feitas de fita de seda; o do “Cavaleiro do Espírito Santo”, composto por fato de lã, camisa de linho, sapato preto tendo aos ombros uma toalha de linho com renda, enfeitada com flores de papel e fita de cetim; o traje de domingueiro de classe abastada composto por meia capa de lã preta bordada com motivos geométricos, saia de lã preta guarnecida na orla com duas barras de bordado, blusa de lã, usando na cabeça a mantilha de tule de algodão preto.

Os restantes trajes estão relacionados com diferentes actividades da Freguesia, designadamente, ir à missa, domingueiro, trabalho e festivo.

Os instrumentos utilizados são a viola da terra, violão, bandolim e o violino.

As modas executadas são comuns a todas as ilhas do arquipélago, diferenciando-se pela melodia, ritmo, quadras e passagens no bailar. As modas de maior referência do nosso repertório são: Ladrão, Samacaio, Tirana, São Gonçalo, Sapateia, Chamarrita do Meio, Saudade, Fado, Lira, Bela Aurora, Chamarrita do torrião, Praias, Meninas, Amparo de Mãe, Olhos Castanhos entre outros.

Durante a sua existência o Grupo de Folclore de Rosais, atuou em quase todas as ilhas da Região Autónoma dos Açores, participando em diversos festivais e eventos culturais, bem como em festividades profanas e religiosas. Também já foram efectuados vários intercâmbios com Grupos Folclóricos de Portugal Continental e Madeira, permitindo assim, divulgar a nossa cultura e tradições por outras paragens.

No ano de 2007 foi conseguido um dos grandes objectivos do Grupo, a edição do primeiro trabalho discográfico, o qual é de grande importância para a divulgação e preservação do trabalho desenvolvido, evitando que o mesmo se venha a perder na memória.

Em 10 de janeiro de 20210 alterou o nome para Grupo de Folclore dos Rosais com estatutos e orgãos sociais próprios.


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